Segundo operadores privados, o sistema de transporte público do país pode estar à beira de um colapso. A queda brusca no número de passageiros durante o isolamento social é o principal motivo. No Rio de Janeiro são 44 milhões de usuários a menos desde que foi determinada a quarentena. De acordo com um estudo da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos), entre 16 de março e 30 de abril, a perda financeira nos sistemas de metrô, trem e VLT foi equivalente a R$ 173 milhões.
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Presidente da ANPTrilhos, Joubert Fortes Flores Filho teme uma possível paralisação: “Até agora, as concessionárias sustentaram seus sistemas com o que elas tinham em caixa. No entanto, estamos chegando a um momento difícil. Para funcionar é preciso arrecadar. Não sabemos até quando será possível segurar”.
Segundo Flores, não há como antecipar uma data, nem ao menos se os serviços serão ou não alterados. “Pode ser que haja um revezamento ou adaptações. Contudo, estamos mantendo o compromisso com a manutenção dos empregos, mas não sabemos até quando. O problema, é que mesmo com a redução de passageiros, o funcionamento desses meios é total. Isso significa que as despesas continuam as mesmas, porém, a arrecadação não. Isso tem um impacto direto”, afirma Joubert.
Professor da Coppe/UFRJ, Márcio D’Agosto diz que uma das saídas seria o governo assumir os custos de operação para que o sistema não entre em colapso. “O sistema vive das tarifas. O governo deveria assumir ao menos uma parte dessas despesas e evitar a interrupção dos serviços”, diz o especialista em transportes.
Fonte: O Dia – RJ
