O acréscimo do custo operacional das rodovias do Espírito Santo devido às condições do pavimento chega a 37,7% no transporte rodoviário. O valor consta na 21ª Pesquisa CNT de Rodovias e está acima da média nacional, que é de 27%.
No total, 67,7% (1.181 km) da extensão avaliada no Estado apresentou algum tipo de deficiência no estado geral (classificação regular, ruim ou péssimo). Já 32,3% (564 km) tiveram classificação ótimo ou bom. O estado geral inclui a avaliação conjunta do pavimento, da sinalização e da geometria da via. A pesquisa da CNT percorreu 1.745 km no Estado. Em todo o Brasil, foram 105.814 km analisados.
De acordo com a Confederação Nacional do Transporte, apenas para as ações emergenciais de reconstrução e restauração das vias, com a implementação de sinalização adequada, estima-se que é necessário R$ 1,17 bilhão. Já para a manutenção dos trechos classificados como desgastados, o custo estimado é de R$ 140,14 milhões.
Investimentos
Entre 2004 e 2016, apenas 42,5% dos recursos autorizados para o Espírito Santo foram desembolsados. Em 2017, até junho, a relação total pago e autorizado foi de 11,7%. No Estado, os principais aportes foram para manutenção de trechos, mas houve desembolsos relevantes em adequação e construção. Os gastos com adequação se concentraram entre 2008 e 2013 e aconteceram majoritariamente na BR-101.
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