Aluguel de galpões logísticos esboça reação com melhora da economia

Por Freelers

- setembro 8, 2016

O Groupe SEB — multinacional que comprou a Arno em 1997 — prepara a transferência de sua fábrica de eletroportáteis de São Paulo para o Rio. Em novembro, a unidade deixa o bairro paulistano da Mooca, onde está há 70 anos, e se instala em Itatiaia, no Sul Fluminense. Vem atrás de melhores condições em instalações, logística e, com isso, ganhos em produtividade e redução de custos. A mesma motivação levou o Grupo Pão de Açúcar a inaugurar um centro de distribuição integrado em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, em junho.

O vaivém nos chamados galpões logísticos — como são chamados os espaços construídos para receber operações como fábricas, centros de distribuição (CD) e armazenagem — está acendendo um farol no segmento no Estado do Rio. Empresas especializadas no setor já registram aumento em consultas para locação. O movimento está em linha com a melhora nas expectativas dos empresários do comércio e da indústria, dois segmentos que já registram tímidas taxas de crescimento.

O desempenho da economia no segundo trimestre do ano já mostrou reação do investimento, que teve a primeira taxa positiva após dez trimestres de queda, com variação de 0,4%. No primeiro semestre, a taxa de vacância na área de galpões logísticos no estado se manteve em 19%, apesar do aumento da oferta total desses espaços ter crescido em 45 mil metros quadrados do primeiro para o segundo trimestre, para 1.518 milhões de metros quadrados, segundo a consultoria Colliers International Brasil.

— A taxa de vacância em galpões logísticos no Rio é histórica. Em 2012, era de 9%. Ano passado, chegou a 15%. Houve grande aumento da oferta e freio na demanda devido à crise. Mas a manutenção dessa taxa de 19% já é uma ótima notícia, ainda mais considerando que o inventário total cresceu — destaca Paula Casarini, vice-presidente da consultoria. De abril a junho, a vacância média do segmento no país foi de 25%; em São Paulo, de 28%.

Em valor do metro quadrado para locação, as instalações fluminenses têm preço médio de R$ 23, empatado com estado do Amazonas e atrás apenas do Distrito Federal, de R$ 25. No Rio, o saldo entre os novos espaços contratados e os devolvidos foi de 35.748 metros quadrados de abril a junho. No Brasil, esse resultado ficou negativo em 6.492. Em São Paulo, ficou em negativo em 71.660 metros quadrados.

Fonte: O Globo

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