Pressionado pelas construtoras, o governo reduziu de 3,5% ao ano para 2,5% ao ano a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) embutida nos cálculos de tarifas e investimentos das rodovias e ferrovias a serem leiloadas a partir de agora.
As estimativas muito otimistas levavam a projeções infladas de tráfego e receita, argumentavam os potenciais concessionários. Assim, os cálculos indicavam que as tarifas seriam suficientes para cobrir o investimento exigido, quando na realidade não seriam.
O governo desistiu de usar em suas projeções o crescimento potencial do País, de 3,5% ao ano, e adotou as estimativas do mercado. “Não temos como prever o crescimento do PIB nos próximos 30 anos. Esse é o PIB que o setor privado e a pesquisa Focus do Banco Central (BC) dão, que é o PIB do País atualmente. Então, é ele que será adotado.”
FONTE: O Estado de São Paulo – SP

