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Balanço | sexta-feira, 06/01/2017 11:34

Anfavea projeta crescimento nas vendas de veículos em 2017

Licenciamento foi de 2,05 milhões de unidades, o que representa queda de 20,2% ante as 2,57 milhões de unidades comercializadas em 2015

A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), apresentou na quinta-feira, 5, o balanço final da indústria automotiva brasileira em 2016. Na ocasião a entidade também apresentou suas projeções para 2017.

O licenciamento de veículos no ano passado foi de 2,05 milhões de unidades, queda de 20,2% frente as 2,57 milhões de unidades vendidas em 2015. Somente em dezembro – o melhor mês do ano – foram negociados 204,3 mil veículos, crescimento de 14,7% ante as 178,2 mil unidades de novembro e baixa de 10,3% se comparado com as 227,8 mil de dezembro de 2015.

Para Antonio Megale, presidente da Anfavea, vários fatores contribuíram para este desempenho. “O primeiro é a confiança em baixa, em razão da instabilidade política vivida pelo País. O segundo é o acesso ao crédito, resultado da conjuntura socioeconômica, que tornou as instituições financeiras muito seletivas na hora da concessão. A consequência disso foi que a participação de vendas financiadas no total do licenciamento nos patamares mais baixos da série histórica”, explica.

A produção em 2016 foi de 2,16 milhões de unidades – inferior em 11,2% ao se defrontar com as 2,43 milhões de unidades do ano anterior. No último mês do ano as 200,9 mil unidades fabricadas indicam diminuição de 7,1% contra as 216,3 mil de novembro e de expansão de 40,6% quando analisado com as 142,8 mil do mesmo mês de 2015.

Nas exportações o cenário foi de alta: 520,3 mil unidades foram negociadas com outros países, alta de 24,7% sobre as 417,3 mil unidades de 2015. Em dezembro 62,9 mil veículos atravessaram as fronteiras, número 11% maior em relação a novembro, com 56,7 mil unidades, e 36,1% acima ante as 46,2 mil de dezembro de 2015.

Caminhões e ônibus

As vendas de caminhões em 2016 registraram 50,6 mil unidades, contração de 29,4% diante das 71,7 mil unidades do ano anterior. As 4,5 mil unidades comercializadas em dezembro ficaram 17,1% acima das 3,8 mil de novembro e 20,8% inferior às 5,6 mil unidades de dezembro de 2015.

Na produção o ano fechou com baixa de 18,2% ao se comparar as 60,6 mil unidades com as 74,1 mil de 2015. Já as exportações em 2016, com 21,5 mil unidades, subiram 2,3% frente as 21 mil unidades negociadas em 2015.

No segmento de ônibus as vendas foram de 11,2 mil unidades, recuo de 33,5% frente as 16,8 mil de 2015. No último mês do ano foram comercializados 667 ônibus, aumento de 9,3% ante as 610 de novembro e de contração de 48,6% sobre as 1,3 mil de dezembro de 2015.

A produção ao longo de 2016 registrou 18,7 mil chassis para ônibus – baixa de 13% diante das 21,5 mil de 2015. Foram exportados 9,8 mil chassis para ônibus em 2016: elevação de 33,2% se comparado com as 7,3 mil de 2015.

Projeções para 2017

A Anfavea estima aumento de 4,0% no licenciamento de veículos em 2017: a expectativa é de comercializar 2,13 milhões de unidades. No caso das exportações, novo aumento é esperado: 7,2%, totalizando 558 mil unidades enviadas para outros países.

A previsão de produção é de 2,41 milhões de unidades, 11,9% acima do registrado em 2016. Na visão de Antonio Megale, presidente da Anfavea, existem diversas razões para acreditar em crescimento. “A conjuntura macroeconômica indica fatos positivos, como aumento do PIB, inflação convergindo para o centro da meta, reduções contínuas da taxa básica de juros e estabilização do dólar. Além disso, a PEC do teto dos gastos já está aprovada, algumas medidas econômicas foram anunciadas, vivenciamos estabilização do ritmo de vendas e teremos uma base baixa de comparação”, diz.

A previsão da entidade para o setor de pesados também é de crescimento das vendas em 6,4% contra 2016. Com isso o segmento deverá encerrar o ano com 65,6 mil unidades vendidas. A projeção de exportações do segmento é de 34,4 mil unidades, elevação de 10,0%. Assim, a produção deverá ser de 100,0 mil, um aumento de 26,1%.

Fonte: Anfavea

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