Após a decisão do governador do Estado, Eduardo Leite, que impôs decretos estaduais que reduzem incentivos fiscais, caso o aumento do ICMS não seja aprovado, o SETCERGS (Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Rio Grande do Sul) se reuniu na Federasul nesta quarta-feira (7) para debater os impactos para a indústria. Participaram também representantes de entidades empresariais da região.
Entre os benefícios fiscais cortados está a retirada gradual de 40% dos incentivos fiscais concedidos a 64 setores. A cada semestre, a partir do início de 2024, o governo do Estado retiraria 10% dos benefícios. Além disso, está colocada o corte de benefício fiscal sobre os itens da cesta básica para 12%. Atualmente, estes produtos são isentos ou pagam 7% do imposto.
“Acredito que o Estado está adotando uma postura equivocada, o que terá consequências que eventualmente teremos que enfrentar. O Estado deve se adaptar à sua realidade, em vez de impor unilateralmente mudanças sobre o setor produtivo. Nosso setor não concorda com essas imposições. Com mais de três milhões de caminhões no Brasil e 1.350.000 empresas cadastradas, somos essenciais para a interação de diversos setores da sociedade.” Comentou Valmor Scapini (foto), empresário do segmento que representou o presidente do SETCERGS na ocasição.
