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Balanço | sexta-feira, 13/10/2017 01:47

Serviço de ônibus de SP tem avaliação pior, frota mais velha e alta de custo

Das 32 empresas que operam no sistema, apenas seis foram avaliadas com desempenho bom, segundo levantamento da SPTrans
 Das 32 empresas que operam no sistema, apenas seis foram avaliadas com desempenho bom, segundo levantamento da SPTrans
A qualidade da operação dos ônibus na cidade de São Paulo teve queda em avaliação feita pela São Paulo Transporte (SPTrans). A piora ocorre no ano em que a idade média da frota atingiu o patamar mais alto desde 2006, com coletivos com mais de 10 anos operando o serviço, além de redução do número total de viagens. 
 
A pesquisa mensal da operação dos coletivos é feita pela Índice de Qualidade do Transporte (IQT), uma nota que a SPTrans dá às empresas, considerando a quantidade de falhas, cumprimento de partidas programadas, limpeza e conservação de veículos. Essas avaliações são usadas no cálculo da remuneração das operadoras de transporte.  
 
Das 32 empresas que operam no sistema, só seis foram avaliadas com desempenho bom em agosto, dado mais recente. Em janeiro, 20 tinham essa nota. O total de operadoras com serviço regular subiu de 11 para 23 no período. Três tiveram nota ruim em agosto - era uma em janeiro.
 
Entre janeiro e agosto, dado mais recente, pelos coletivos da cidade houve 1,909 bilhão de viagens - cada viagem significa uma vez que a catraca é girada e, assim, a mesma pessoa pode fazer mais de um percurso. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve queda de 22 milhões de viagens no sistema. Já o total de ônibus em circulação caiu de 14,7 mil veículos em janeiro para 14,4 mil no mês passado. 
 
O número de linhas canceladas na cidade também cresceu. No primeiro semestre, foram 33 linhas anuladas e 13 abertas. No mesmo período de 2016, foram 13 invalidadas e outras 13 livres. No total, a cidade tem 1.342 linhas. 
 
Os ônibus comuns estão com veículos mais velhos, com idade média da frota de seis anos. Pelos contratos originais da SPTrans com esses empresários, a cidade não poderia ter nenhum veículo com mais de 10 anos de idade em operação. Entretanto, basta ficar nos pontos e terminais da cidade para ver coletivos fabricados em 2006 - todos têm o ano de fabricação e o mês de entrada em operação escrito abaixo da janela do motorista. 
 
Fonte: O Estado de S.Paulo
 

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