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Carreira | segunda-feira, 07/08/2017 03:14

Mão de obra qualificada será o desafio dos transportadores no futuro, afirma NTC

Entidade atribui dificuldade em função das demissões massivas nos últimos três anos devido à crise
Entidade atribui dificuldade em função das demissões massivas nos últimos três anos devido à crise
Conseguir mão de obra para voltar a expandir as operações é um dos desafios que as empresas de transporte rodoviário de carga poderão encontrar na hora da retomada econômica. Após demissões massivas nos últimos três anos, na tentativa de reequilibrar a oferta de capacidade à demanda, o setor deverá se esforçar para encontrar profissionais.
 
“Empresas sucumbiram à crise e outras ficaram com caminhões parados e tiveram que demitir. A crise é longa, e os motoristas não ficaram parados nos últimos dois anos. Com certeza eles estão fazendo outra coisa, e quantos vão voltar?”, questiona o assessor técnico da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), Lauro Valdívia.
 
Segundo o Anuário CNT do Transporte de 2017, o número de empresas regularmente inscritas passou de 156.765 no ano passado para 111.743. Em 2014 eram cerca de 170 mil. Para Lauro, se por um lado a diminuição do mercado tem ajudado ao reequilíbrio da oferta de capacidade e demanda de carga, por outro o contingente de demissões provocou no setor uma grande perda de mão de obra qualificada. “As empresas estão descapitalizadas e não conseguem renovar a frota, quanto menos aumentar, mas isso pode ser resolvido depois da retomada, porque é fácil encontrar caminhão. Agora mão de obra qualificada não se consegue da noite para o dia", diz.
 
Valdívia ressalta que a dificuldade financeira dos transportadores, provocada pela queda da movimentação de carga no País, defasagem do frete e aumento dos níveis de recebimentos em atraso, não se resume a médias e grandes empresas. "Para você contratar alguém, ele tem que ser aprovado pela seguradora, mas se o autônomo tiver dívidas não é aprovado pela seguradora, ou seja, os autônomos estão com dificuldade de conseguir serviço [em meio à crise] e as transportadoras não têm motoristas e não acham autônomos."
 
De acordo com o profissional, a perspectiva de que a mão de obra pode ser um gargalo na hora da retomada preocupa, já que as empresas do setor finalmente estão com perspectivas de uma possível melhora do cenário. "As empresas já estão achando que o segundo semestre será melhor que o mesmo período de 2016", destaca.
 
Segundo estudo recém divulgado pela NTC&Logística, realizada com 2,29 mil empresas, o percentual de transportadoras com veículos parados tem diminuído. Enquanto na enquete mais recente 38,7% apontaram estar com veículos parados, em janeiro deste ano o volume chegava a 52,8%. O número vem em declínio se comparado às pesquisas realizadas em 2016 que apontavam 75,7% na divulgação de janeiro e 65,4% no mês de agosto.
 
Fonte: DCI
 

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