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Infraestrutura | segunda-feira, 21/08/2017 03:24

Investimento federal em rodovias não chega a 0,5% do PIB, afirma CNT

Entidade diz que recursos são insuficientes para solucionar gargalos e estão diminuindo ao longo dos anos
Entidade afirma que os recursos estão diminuindo ao longo dos anos e são insuficientes para solucionar gargalos
O novo estudo da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), Transporte Rodoviário – Desempenho do Setor, Infraestrutura e Investimentos, mostra que desde 2004, os anos de 2010 e 2011 registraram o maior investimento federal na malha rodoviária: 0,26% e 0,25% do PIB, respectivamente. Mesmo nos anos de maior volume de investimentos em rodovias, o governo federal não desembolsou sequer 0,5% do PIB em melhorias da infraestrutura
 
Além de serem insuficientes para solucionar todos os gargalos, os recursos vêm diminuindo ao longo dos anos, o que contribui para gerar situações como buracos na pista, sinalização precária, traçado perigoso – aumentando, assim, o risco de acidentes e os custos operacionais do transporte. “O percentual de investimentos do governo federal em rodovias em relação ao PIB do país sempre foi pífio. Em 2016, chegou a 0,14%. Isso restringe as possibilidades de melhoria da malha”, afirma o diretor-executivo da CNT, Bruno Batista.
 
O modal rodoviário é responsável pela maior parte do transporte de cargas do país e pela maior parte dos deslocamentos de pessoas. Com isso, na avaliação da CNT, torna-se ainda maior a urgência para solucionar os gargalos. “A malha rodoviária brasileira é a infraestrutura de transporte mais disponível em todas as regiões, mas, ainda assim, não cresce há um tempo. A demanda continuada de tráfego e os recursos escassos para manutenção e expansão levam a uma deterioração da infraestrutura instalada em uma velocidade elevada”, completa o diretor-executivo. 
 
Orçamento
 
A crise econômica, que atingiu o país a partir de 2014, repercutiu no orçamento do governo. Em 2016, o montante autorizado de recursos para o transporte rodoviário (R$ 6,56 bilhões) representou 69,1% do montante autorizado em 2015 (R$ 9,37 bilhões). Em 2015, o governo federal conseguiu desembolsar R$ 5,95 bilhões dos R$ 9,37 bilhões autorizados (63,5%). Os R$ 3,42 bilhões não gastos poderiam ter financiado a manutenção de cerca de 11 mil km de rodovias.
 
A análise dos investimentos federais, divulgada no estudo, mostra também que, em 2016, o valor total pago pelo governo federal (R$ 8,61 bilhões) está acima do montante autorizado (R$ 6,56 bilhões). Isso se deve ao pagamento de restos a pagar de anos anteriores realizados em 2016, o que não significa, necessariamente, que as rodovias geridas pela União receberam mais intervenções.
 
Fonte: Agência CNT de Notícias 

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