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Infraestrutura | quarta-feira, 21/12/2016 11:32

Investimento em infraestrutura foi o menor da história em 2016, diz estudo

Subsídios para projetos na área diminuíram em R$ 96 bilhões, uma queda de 6,2% em relação a 2015

O investimento brasileiro em infraestrutura foi o menor da história recente em 2016, segundo estudo da Pezco Microanalysis. No ano, os aportes para projetos na área diminuíram em R$ 96 bilhões, estima a consultoria, queda real de 6,2% em relação a 2015.

Com isso, os investimentos em infraestrutura devem ter caído para cerca de 1,5% do PIB, nível não visto desde 2000, início da série calculada pela consultoria. “Isso mal é suficiente para repor a depreciação do capital”, diz o sócio da Pezco, Frederico Turolla. Em 2015, o investimento já havia sido bastante baixo, de apenas 1,7% do PIB.

O estudo, de Leonardo Correia e Hélcio Takeda, não considera os investimentos no setor de óleo e gás e se baseia em uma série de dados, de agências regulatórias a associações setoriais e balanços de empresas do ramo.

Ainda de acordo com o levantamento, as áreas que mais sofreram com a parada de investimentos em infraestrutura no ano passado foram energia elétrica e telecomunicações. Na área de telecomunicação, o investimento chegou a apenas 0,35% do PIB. Em termos reais, houve queda de 23,2% dos recursos investidos no setor entre 2015 e 2016. Para Turolla, sócio da Pezco, os investimentos em expansão de acesso à banda larga, fortes nos últimos anos, parecem ter perdido força.

Entre 2015 e 2016, houve grande queda de projetos no setor elétrico. Em boa parte, avalia Turolla, essa perda de ímpeto se deve à Medida Provisória 579, que reduziu as tarifas de energia elétrica. Turolla considera, porém, que os estragos foram até menores do que se poderia esperar, por causa do marco regulatório do setor, que nas revisões tarifárias dos anos subsequentes já permitiram certa recomposição da tarifa.

Para 2017, a equipe da Pezco acredita que é possível projetar um pequeno aumento dos investimentos em infraestrutura, em linha com a estimativa de que o investimento total da economia brasileira também deve parar de cair.

Algumas mudanças regulatórias recentes, especialmente a MP das concessões, diz o sócio da consultoria, devem facilitar os novos leilões previstos no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). Além disso, a estabilização da econômica também facilita a realização de concessões.

Mesmo assim, afirma, o andamento deve ser bem cauteloso.

Fonte: Valor Econômico

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