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Mercado financeiro | terça-feira, 06/02/2018 01:11

Financiamentos para a compra de veículos superam a marca de R$ 100 bi em 2017

Recursos liberados pelos bancos das montadoras acusaram alta de 22,9% em relação ao ano retrasado

O montante de financiamentos para a compra de veículos, através das financeiras associadas às montadoras de veículos, acusou uma alta de 22,9% em 2017. E alcançou a marca de R$ 101,1 bilhões, ante os 80,2 bilhões do ano anterior. Foi a primeira vez, desde 2014, que o montante destinado às operações de financiamento e leasing superou a marca de R$ 100 bilhões. Naquele ano, o volume foi de R$ 111,2 bilhões, informou a Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras.

“Esse resultado supera a nossa expectativa, que era de liberar R$ 90,6 bilhões. Depois de três anos de recessão, as vendas financiadas voltaram a crescer. Isso é reflexo da redução da taxa básica de juros e de outros indicadores econômicos, que garantem maior previsibilidade ao consumidor”, explica Luiz Montenegro, presidente da Anef. 

De acordo com o último balanço divulgado pela entidade, as taxas de juros praticadas pelos bancos de montadoras foram de 18,85% ao ano e de 1,45% ao mês - as menores desde dezembro de 2014. Já os índices cobrados pelas instituições independentes foram de 22,2% ao ano e de 1,68% ao mês – mais baixos do que os cobrados há três anos, que foram, pela ordem, de 22,3% e 1,69%.

Entre as modalidades de financiamento, voltado para os veículos pesados, o Finame foi responsável por 61% dos contratos, seguido pelo CDC (20%), compras à vista (10%), consórcio (6%) e leasing (2%). Já no segmento de veículos de passeio, o CDC (Crédito Direto ao Consumidor) respondeu por 48% dos negócios fechados, seguido do pagamento à vista, com 45% dos negócios realizados. O consórcio foi utilizado em 5% dos financiamentos, acompanhado do leasing com 2%.

Para 2018, a Anef projeta que o mercado de crédito para a compra de veículos deverá manter a retomada dos negócios. “Nossa estimativa é de que o volume de recursos liberados cresça 15,1%, passando de R$ 101,1 bilhões para R$ 116,4 bilhões. Já o saldo de financiamento deverá ser de R$ 185,1 bilhões, aumento de 8,6%. Em 2017, o montante foi de R$ 170,5 bilhões”, afirma Montenegro.

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