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Infraestrutura | quinta-feira, 03/03/2016 11:45

Falta de portos no Norte gera perdas de US$ 4 bilhões para o agronegócio

Transporte seria o fator que impulsiona os prejuízos, segundo estudo da Câmara de Infraestrutura e Logística do Ministério da Agricultura
Transporte

As limitações portuárias no Norte do Brasil geram perdas de cerca de US$ 4 bilhões por ano para o agronegócio apenas com transporte.

Um estudo da Câmara de Infraestrutura e Logística do Ministério da Agricultura estima que entre 60 milhões e 70 milhões de toneladas de soja e milho terão de rodar mais de 1 mil km, saindo do Centro-Norte em direção aos portos do Sul e Sudeste, para serem exportados. Na prática, isso significa mais do que perdas com frete: traz impactos de congestionamento nas estradas e nos portos, sobrecarregando Santos e Paranaguá – as principais portas de saída do País.

Com uma expansão da capacidade operacional da região conhecida como Arco Norte, uma área em formato de semicírculo que vai de Porto Velho-RO à Salvador/Ilhéus-BA, haveria uma economia entre US$ 47 e US$ 60 por tonelada de grão, a depender da região produtora.

Só em Mato Grosso, o impacto estimado é de US$ 1,2 bilhão por ano. Luiz Antônio Fayet, consultor em infraestrutura e logística da Confederação Nacional da Pecuária e Agricultura do Brasil (CNA), calcula que, para sanar esse déficit portuário no Arco Norte, seriam necessários entre 18 e 20 anos.

Avanços

Para o presidente da Câmara de Infraestrutura e Logística, Edeon Vaz Ferreira, muita coisa saiu do papel e avançou fortemente sobretudo nas estações de transbordo de cargas, locais onde os caminhões são recebidos. "Mas as coisas precisam andar mais rápido", afirmou.

O ministro da Secretaria Especial de Portos, Hélder Barbalho, avalia que nos leilões de seis áreas no Pará, que ocorrerão em 31 de março, os portos paraenses devem se consolidar como rota de escoamento de grãos.

Fonte: Estado de Minas​

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