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Balanço | quinta-feira, 02/02/2017 05:36

Desempenho do BNDES em 2016 é o pior em 20 anos

Balanço reforça a situação de crise econômica do país depois de dois anos de recessão

Divulgados nesta terça-feira, 31 de janeiro, os números que demonstram o desempenho do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em 2016 reforçam a situação de crise econômica do país depois de dois anos de recessão. Os desembolsos do BNDES atingiram o menor nível em 20 anos em 2016, em porcentagem do PIB.

Foram R$ 88,2 bilhões emprestados pelo banco no ano passado, valor que equivale a cerca de 1,4% do PIB. A menor participação registrada datava de 1996 – com desembolsos equivalentes a 1,1% do PIB em valores da época – até que o desempenho de 2016 foi revelado.

O economista Fábio Giambiagi, superintendente da área de planejamento e pesquisa da instituição, disse que o retorno ao patamar de desembolso de R$ 100 bilhões não será algo imediato. Em 2015, os desembolsos do banco somaram R$ 135,9 bilhões a valores constantes, corrigidos pela inflação. O pico de desembolsos foi em 2010, com R$ 246,3 bilhões ainda a valores constantes.

Em 2016, o banco registrou queda em todas as fases de operação de concessão de crédito. Os desembolsos caíram 35% em 2016 ante o ano anterior. Os R$ 88,2 bilhões representam o pior resultado desde os R$ 81,6 bilhões de 2003 a valores constantes. As consultas, que funcionam como indicador para medir o interesse do empresariado por novos investimentos, caíram 11% em 2016, para R$ 110,3 bilhões.

Giambiagi disse que há sinais que levam o banco a ter "otimismo moderado" em relação ao futuro. Estimou que o BNDES começa 2017 com níveis de desembolso inferiores aos mesmos meses de 2016. Na visão dele, há indicadores importantes, como a queda da inflação e dos juros, que tendem a ter uma influência positiva sobre a demanda futura do banco.

"Temos sinais que, se continuarem, poderão pavimentar terreno para a recuperação [da economia]. Há elementos [inflação e juros] que permitem supor que economia poderá ter evolução ao longo de 2017, favorável em relação ao ponto que nos encontramos agora", explicou. Ele disse que o departamento econômico do banco trabalha com uma taxa básica de juros de um dígito no fim do ano, na faixa de 9,50 a 9,75%.

Fonte: Valor Econômico

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