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Conjuntura | quinta-feira, 01/09/2016 11:35

Defasagem no frete atinge 86% das transportadoras de cargas

Diferença no valor cobrado reforça alerta para reajuste nos preços, segundo o levantamento da NTC&Logística

“Há uma defasagem a ser eliminada entre o frete cobrado e os custos de transporte”. A mensagem, do presidente da Associação Nacional do Transporte de Carga e Logística (NTC&Logística), José Hélio Fernandes, resume uma das principais queixas de empresários do transporte rodoviário de cargas – a necessidade de se fazer um reajuste no preço do frete.

Segundo pesquisa da NTC&Logística, apresentada durante a segunda edição de 2016 do Conselho Nacional de Estudos em Transporte, Custos, Tarifas e Mercado – CONET –, ocorrida em Bento Gonçalves (RS), há uma defasagem tarifária de 9,81% no transporte de cargas fracionadas e 22,9% no transporte de carga lotação.

O levantamento também demonstrou que no primeiro semestre de 2016, aproximadamente 77% das empresas do setor tiveram redução no faturamento, resultado dos descontos nominais concedidos no frete, que alcançaram 2,6% (real 10,4%) e do menor volume de carga transportado, que caiu em média 12,5%.

Outro fator de preocupação para o setor, o atraso no recebimento dos fretes, atingiu 86% das transportadoras durante o período. A decorrência direta dessa demora nos pagamentos se encontra no fato de que 65% das empresas estão com os caminhões parados, ou seja, 11% da frota.

Diante esse cenário, Tayguara Helou, presidente do Setcesp ressaltou a necessidade das transportadoras fazerem um reajuste no frete. “Agora é a hora, o momento agora é de sobrevivência, as empresas que não repassarem os reajustes, não vão conseguir vencer esta recessão. O Brasil corre sérios riscos de ter um apagão logístico ou de ter um setor logístico sucateado, desatualizado e sem capacidade de dar escoamento da produção brasileira e dos produtos manuseados internamente no país”, comentou.

Fonte: Setcesp

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