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Balanço | sexta-feira, 04/08/2017 01:50

Defasagem do frete alcança 20,89%, aponta pesquisa da NTC&Logística

Levantamento também mostra que 70,5% das empresas tiveram queda no faturamento e 91% diminuíram de tamanho
Levantamento também mostra que 70,5% das empresas tiveram queda no faturamento e 91% diminuíram de tamanho
Na última quinta-feira, 03, durante o evento do Conselho Nacional de Estudos em Transporte, Custos, Tarifas e Mercado (CONET), realizado no Rio de Janeiro, a NTC&Logística divulgou uma pesquisa que aponta defasagem de 20,89% no frete das empresas do transporte rodoviário de cargas. 
 
A pesquisa, realizada em parceria com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), ouviu 2.290 empresas do setor em todo o Brasil. Segundo o assessor técnico da NTC&Logística, Lauro Valdívia, os números apontam uma “leve melhora, mas a situação ainda é muito preocupante”.
 
Além dos números para cargas de lotação, o levantamento também apresentou uma defasagem de 7,72% para cargas fracionadas. De acordo com a pesquisa, 70,5% das empresas entrevistadas tiveram queda no faturamento e 91% diminuíram de tamanho. “Os valores são consequência da crise, que diminuiu em grande escala o volume de carga transportada”, explica Lauro.
 
Com a crise, toda a cadeia produtiva foi afetada e 54,7% das transportadoras estão com fretes a receber em atraso, o que representa 14,3% do faturamento. Em média, as empresas demoram 26,7 dias para receber o pagamento. Como consequência disso, 38,7% delas estão com parte da frota parada e 33% sofrem com alguma ação trabalhista.
 
Para o presidente da NTC&Logística, José Hélio Fernandes, os dois últimos anos foram os piores já vividos pelos transportadores. Apesar disso, o profissional ressalta que a expectativa é positiva. “Acreditamos na retomada da economia e, consequentemente, no crescimento do setor. A expectativa é que o PIB seja positivo, trazendo uma maior confiança a todos”, finaliza.  
 
Veja o resumo da situação atual e um comparativo com os períodos anteriores:
 
 

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