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Transporte | terça-feira, 25/07/2017 03:42

Curitiba terá 529 ônibus com vida útil vencida até o final de 2017

Liminar desobriga que as empresas comprem novos veículos e dificulta renovação de frota
Liminar desobriga que as empresas comprem novos veículos e dificulta renovação de frota
A prefeitura de Curitiba anunciou o aumento da tarifa do transporte coletivo, no começo de fevereiro. A principal justificativa era que a passagem a R$ 4,25 viabilizaria a compra de novos ônibus e, portanto, amenizaria o problema do envelhecimento da frota. Quando o reajuste foi feito, 410 veículos que operam no transporte coletivo estavam vencidos, hoje já são 424. 
 
Se a prefeitura chegar ao fim do ano sem conseguir fazer com que as concessionárias comprem novos veículos, 529 ônibus estarão operando com idade acima do limite de dez anos estabelecido em contrato; isso equivale a um terço da frota total (1.656 veículos). Há, ainda, outro indicador que reforça o problema do envelhecimento dos ônibus que circulam pela capital: a idade média da frota, que pelo contrato deveria ser de cinco anos, já é de 8,4 anos. 
 
Excluindo do cálculo os ônibus que, segundo a relação da Urbs, integram a frota reserva, a prefeitura tem hoje 239 ônibus com a vida útil vencida; até o fim do ano serão 305, caso a frota não seja renovada. Como o contrato prevê a existência de uma frota reserva, as empresas concessionárias afirmam que a maioria dos veículos com a vida útil vencida só são colocados para rodar no caso de alguma eventualidade com os ônibus “titulares”. Dos 424 ônibus vencidos, cerca de 130 circulam regularmente. 
 
De acordo com o presidente da Urbs, José Antonio Andreguetto, dois problemas impediam, a princípio, a renovação da frota: a falta de dinheiro e a decisão da Justiça em caráter liminar que desobriga as empresas da compra de novos ônibus. Segundo o profissional, a prefeitura está buscando um entendimento com as empresas para que haja a retirada do pedido judicial que gerou a liminar que desobriga a renovação de frota. Ele diz esperar que a situação seja resolvida em breve, mas não dá prazo para isso.  
 
Andreguetto garante, entretanto, que o dinheiro para a renovação está garantido. Isso porque ao cobrar uma tarifa de R$ 4,25 e repassar às empresas R$ 3,98, a prefeitura está fazendo uma poupança que será usada exclusivamente para remunerar o investimento das empresas com a compra de 270 ônibus para substituir os veículos vencidos e comprar mais 24 biarticulados para operarem no Ligeirão Norte/Sul. 
 
Fonte: Tribuna do Paraná

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