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Sustentabilidade | terça-feira, 23/05/2017 02:29

Consumo de Arla 32 fica 50% abaixo no primeiro trimestre

Déficit preocupa o mercado e exige certificação de produto e aumento das fiscalizações
Déficit preocupa o mercado e exige certificação de produto e aumento das fiscalizações
O consumo de Arla 32 ficou 50% abaixo do necessário para atender a frota de caminhões em circulação no Brasil, entre janeiro e março de 2017, segundo balanço da Associação dos Fabricantes de Equipamentos para Controle de Emissores Veiculares da América do Sul (Afeevas). O déficit é calculado no comparativo com o consumo de Diesel S-10 no mesmo período. 
 
O Arla 32 é um aditivo que diminui a emissão de poluentes em alguns veículos a diesel. A substância é indispensável para modelos equipados com a tecnologia SCR (catalisador de redução seletiva), item de fábrica presente em grande parte dos modelos pesados desde 2012. O adicional deve ser injetado no sistema de escapamento, para tratar gases dos motores a diesel e reduzir as emissões de óxidos de nitrogênio, que são prejudiciais à saúde humana.
 
A diferença entre o que deveria estar sendo consumido de Arla 32 e o que efetivamente está sendo comercializado pela indústria se deve ao fato de muitos proprietários de veículos comprarem produtos que não cumprem as especificações do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), ou então fraudarem o sistema do veículo para não serem obrigados a utilizar o aditivo. 
 
Quando o Arla 32 não é usado, ou, em seu lugar, abastece-se o veículo com um produto fabricado em desacordo com as especificações técnicas, o motor pode perder até 40% da potência. 
 
Para o diretor adjunto da Afeevas, Elcio Farah, é necessário intensificar a fiscalização. “Temos atuado junto a diversas entidades do setor para que sejam adotadas medidas incisivas no combate às irregularidades no uso de Arla 32”. 
 
A Associação alerta que quem utiliza, produz ou comercializa produto pirata, emulador ou “chip paraguaio”, além da possibilidade de ter o caminhão retido durante uma operação policial, incorre na prática de crime ambiental que pode gerar apreensão, multas pesadas e prisão.
 
Fonte: Agência CNT de Notícias

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