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Logística | quarta-feira, 08/06/2016 11:29

Codesp retomará dragagem no Porto de Santos

Falta do serviço deixa o transporte na região mais caro e demorado, além de interferir diretamente no volume de carga que pode ser transportado
Porto de Santos

A Codesp retomará a dragagem do canal do Porto de Santos, no litoral de São Paulo. Um novo contrato será firmado com a empresa que já realiza o serviço entre a Ponta da Praia e a Alemoa. A decisão foi tomada nesta segunda-feira, 6, durante uma reunião com o Conselho de Administração da Codesp.

O contrato com a empresa que fazia a dragagem no canal terminou em fevereiro. Desde essa data, nenhum resíduo tem sido retirado do canal do estuário em Santos. Uma reunião foi realizada nesta terça-feira e algumas medidas foram definidas. A empresa, que já faz o serviço no trecho entre a Ponta da Praia e a Barra, também irá realizar a dragagem no canal.

“Uma vez que há essa demanda urgente, havendo um contrato existente, mas, que é para a manutenção do canal de acesso, buscou-se um aditamento dos trechos para que a dragagem seja realizada de forma plena”, disse Luiz Fernando Garcia da Silva, presidente Conselho Administração da Codesp.

Segundo o presidente da Codesp, Alex Oliva, a empresa será convidada a assinar o termo de aditivo e logo depois a Codesp irá assinar a ordem de serviço para o departamento de engenharia.

Por causa da falta de dragagem, a Capitania dos Portos determinou a redução do calado, que é a parte do navio, que fica dentro da água, de 13,7m para 12,70m. A mudança interfere na produtividade do Porto de Santos. Agora, são necessários mais navios para levar o mesmo volume de carga, o que deixa o transporte mais caro e demorado.

A redução do calado interfere diretamente no volume de carga que a embarcação pode carregar. Um centímetro a menos de calado significa oito contêineres a menos no navio. No caso do açúcar e da soja, por exemplo, isso representa 100 toneladas a cada centímetro.

Para o consultor portuário Sérgio Aquino, o ideal seria ter um calado de 17 metros. “Este é um estudo que está sendo feito, uma demanda que está sendo discutida pelo segmento empresarial no programa Projeto Santos 17 que vai analisar se é possível chegar nisso, se é possível essa profundidade e alargar o canal para 250 metros”, disse.

Fonte: G1

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