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Infraestrutura | quinta-feira, 24/08/2017 04:07

CNT divulga estudo sobre a duração do pavimento das rodovias brasileiras

Segundo entidade, metodologia utilizada pelo país em obras na malha rodoviária está atrasada em 40 anos na comparação com outros países
Segundo entidade, metodologia utilizada pelo país em obras na malha rodoviária está atrasada em 40 anos na comparação com outros países
A Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgou nesta quinta-feira, 24, um estudo sobre a duração do pavimento das rodovias do Brasil. O levantamento mostra que quando se trata de obras na malha rodoviária, o país utiliza metodologias com um atraso de 40 anos em comparação a outros países como, por exemplo, os Estados Unidos. 
 
Entre os temas levantados na pesquisa, um dos mais citados é a deficiência na fiscalização e das pistas. Muitas obras são entregues fora dos padrões mínimos de qualidade, exigindo novos gastos para correção de defeitos que podem corresponder a até 24% do valor total da obra. Com poucas balanças em operação e sem fiscalização adequada, também cresce o problema do sobrepeso no transporte de cargas, cujo impacto reduz a vida útil do pavimento. 
 
De acordo com o estudo, a má qualidade dos pavimentos se agrava com a falta de investimentos em obras preventivas. Para se ter uma ideia, estima-se que quase 30% das rodovias federais sequer têm contrato de manutenção
 
Segundo os especialistas ouvidos pela CNT grande parte das rodovias brasileiras foi construída na década de 1960 e a maioria já ultrapassou a vida útil prevista no projeto, porém, sem receber manutenção adequada nesse período. Para a recuperação, pode haver necessidade de reconstrução parcial ou total em casos particulares, com uso sugerido do próprio pavimento reciclado.  
 
Os dados também indicam soluções que podem contribuir para minimizar dificuldades no transporte de cargas e de passageiros e reduzir o alto custo operacional dos caminhoneiros autônomos e das empresas transportadoras, que aumenta, em média, 24,9% devido às más condições das rodovias. Somente em razão da má qualidade do pavimento, em 2016, o setor de cargas registrou um gasto excedente de 775 milhões de litros de diesel, que provocou um aumento de custos da ordem de R$ 2,34 bilhões.
 
Para o presidente da CNT, Clésio Andrade, sem uma malha rodoviária de qualidade e proporcional à demanda do país, a economia brasileira terá dificuldades de crescer de forma dinâmica e na rapidez de que o país necessita. “Além de melhorar a qualidade das rodovias, o Brasil precisa fazer fortes investimentos em transporte e logística para ampliar e diversificar a matriz de transporte do Brasil”. 
 
Fonte: Agência CNT de Notícias
 

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