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Infraestrutura | terça-feira, 29/08/2017 02:19

Banco do Brasil vai liberar até R$ 50 bilhões para projetos de infraestrutura

Financiamentos para 18 concessões agradam mercado por se tratar de uma iniciativa que não conta apenas com a participação do BNDES
Financiamentos para 18 concessões agradam mercado por se tratar de uma iniciativa que não conta apenas com a participação do BNDES
O presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, disse ao Estadão/Broadcast que o banco analisa liberar até R$ 50 bilhões em crédito para 18 projetos de infraestrutura. A avaliação dele é que esse setor será o principal indutor de uma retomada mais sólida do crescimento econômico. 
 
O Banco do Brasil liderou um novo desenho de financiamentos para as concessões que agrada mais ao mercado, diferente do adotado na gestão da ex-presidente Dilma Rousseff, quando houve forte concentração no papel do BNDES nos projetos. Como o banco de fomento não honrou empréstimos de longo prazo que tinham sido acertados, muitos projetos não saíram do papel. Agora, segundo Caffarelli, o setor deve ter um novo impulso.
 
Para o executivo, o banco fez o importante trabalho de trazer de volta para os financiamentos de infraestrutura os bancos privados. Segundo o profissional, existia um descontentamento muito grande dos bancos em relação aos empréstimos-ponte (financiamentos que eram contratados num primeiro momento da concessão até que o crédito de longo prazo, cuja análise é mais demorada, fosse aprovado) que eles fizeram. 
 
“Se olharmos, ficaram para trás algumas operações que foram feitas de empréstimos-ponte na expectativa de que o BNDES fizesse a operação de longo prazo, o que não aconteceu. Eu fui bater na porta dos bancos para falar como a gente desenha um modelo de financiamento para infraestrutura”, explica Caffarelli. 
 
A reação inicial dos bancos, de acordo com Caffarelli, foi destacar que apenas voltariam se o empréstimo-ponte tivesse fim. O presidente explica que além disso, a empresa também fez com o governo mais duas mudanças, são elas, o prazo do edital e uma definição das datas dos leilões
 
“O contrato começa a correr a partir do momento em que a emissão das debêntures começarem a gerar o ingresso de recursos para a construção definitiva. Nesse período, que é o mais delicado, os bancos vão dar fiança. Quem vai comprar as debêntures? O BNDES, o FI-FGTS ou um investidor externo. Nesse primeiro período, os bancos vão dar a garantia que, se acontecer alguma coisa, assumem essa responsabilidade. Em seguida, os bancos saem da operação e vão dar fiança para outro projeto”, finaliza. 
 
Fonte: Jornal O Estado de São Paulo 

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